Cinema com James Franco, Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz

 OZ, Poderoso e Mágico  por  Marcelo Proença


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Voltamos para uma  Disney  com  suspiros dos que  gostam de  Walt   e  deslumbre dos que apenas amam cinema.  Atores competentes e lindos, produção refinada, uma obra muito atual e interessante. Claro, o maior trunfo desta produção é mesmo o grande sucesso de 1939 com Judy Garland e seu “Over The Rainbow”.

O autor  americano L.Frank Baum escreveu entre 1900 e 1920 14 livros todos ambientados no reino da fantasia com referências a criaturas fantásticas que estão em nossa memória até hoje.  Em seu primeiro livro ele apresentou o personagem feiticeiro que dá nome a sua obra e que neste OZ de 2013 tem James Franco (127 Horas de 2010) em uma interpretação muito comovente e delicada. Em um breve momento o achamos  infantil ou charlatão e ele é um incrível charlatão.

Oscar Diggs também conhecido por OZ é um inexpressivo mágico de circo de ética duvidosa que é levado em um balão para a Terra de OZ.  Lá ele terá que provar ser o grande mágico que todos esperavam e neste momento encontra as três irmãs  bruxas Glinda vivida por Michelle Williams (My Week with Marilyn 2011), Evanorah feita por Rachel Weisz (The Deep Blue See de 2011) e Theodorah que tem a belíssima Mila Kunis (Cisne Negro de 2000).

O Filme é dirigido por Sam Raimi que fez a trilogia “O Homem Aranha” que desejava muito recriar as inúmeras paisagens fantásticas do filme anterior mas a Disney não detém os direitos sobre a obra e ele voltou seu olhar se inspirando nos livros de Baum e isto foi surpreendente.  Vemos um Mundo de Oz colorido que ilustra  todas as sofisticadas passagens da obra literária  e conta com detalhes a vertigem de olhar para o “penhasco” e voar na bolha de sabão da bruxa Glinda.  Um encanto.

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Assista OZ, Poderoso e Mágico –  Para ver o trabalho de James Franco que precisou beber no universo secreto dos grandes mágicos e aprender truques e traquejos para compor o seu personagem de um único figurino, um terno de três peças elegantíssimo que OZ usa quando sai de Kansas no balão.  Este mesmo modelo e formato criado e introduzido por Coco Chanel em 1920.

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OZ, Poderoso e Mágico  – OZ: The Great and Powerful

EUA     2013   Aventura, Ficção     130m

Estúdios : Roth Films e Walt Disney Pictures

Direção   : Sam Raimi

Roteiro : Mitchell Kapner, David Lindsay

Elenco : James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff, Abigail Spencer, Joey King, Bill Cobbs, Martin Klebba.

Fotos – reprodução


Solto ou preso • Golden Globe Awards

Parece que a dúvida com relação aos penteados do Golden Globe Awards deste ano foi: prender ou não prender? Vimos muitos cabelos escovados e polidos com diversas finalizações e ainda vários coques!

Para um evento como esse o que vocês preferem? Cabelos soltos e bem finalizados ou um penteado preso?

Imagens: Reprodução


Cinema com Gerard Depardieu, Irrfan Khan e Suraj Sharma

As Aventuras de PI  por  Marcelo Proença

 

O romance de 2001 Life of PI de Yann Martel  precisaria virar filme. Algumas vezes as pessoas tem uma certa resistência em ver um romance como este tão especial e intenso virar filme achando que tudo se perderá.  Na verdade as mídias são diferentes e em cada uma delas teremos experiências muito singulares e especiais.  Se puder não deixe de ler o livro, irresistível.

Ver o filme será uma experiência muito especial principalmente porque temos Ang Lee no comando e com seu extremo senso de liberdade e criatividade que já apresentou em  Banquete de Casamento 1993, O Tigre e o Dragão 2000 e  O Segredo de Brokeback Mountain 2005. Sucessos emocionantes.

As Aventuras de PI mostra a história de um garoto que se vê em um bote em alto mar depois de um naufrágio. Os companheiros  neste bote são uma zebra, um orangotango, uma hiena e um Tigre de Bengala.  Saber que PI passará ali suas mais inusitadas experiências é maravilhoso com o olhar de Ang Lee que traz uma equipe muito primorosa e efeitos especiais capazes de nos fazer sonhar.  Lindos momentos, imagens inesquecíveis das artes visuais pulam da tela fazendo da história algo para se emocionar e vivenciar.

Vivenciar é outro ponto forte da história no livro e no filme é ainda mais evidente com a mistura de filosofias,  de busca pela religiosidade, intenso desejo por encontrar a si mesmo.

Ang Lee é surprendente em todos os momentos, escalou um ator desconhecido para o papel principal, Suraj Sharma, quatro tigres e o maior gerador de ondas do mundo. O resultado, algo que deve ser visto algumas vezes, com os amigos, sozinho ou com a família  e provavelmente oferecerá a cada um,  uma nova visão e percepção do mundo em que vivemos.

Assista As Aventuras de PI –  Para ver o trabalho sensível e ingênuo de Suraj Sharma  como ator de “primeira viagem” que  nos presenteia com uma verdade muito especial que o personagem do livro necessita. Também ver Gérard Depardieu em cena é sempre uma aventura arrebatadora.

As Aventuras de PI – Life of PI

EUA     2012   Aventura, Ficção       127 m

Estúdios : 20Th Century Fox, Rhythm and Hues

Direção   : Ang Lee

Roteiro : David Magee

Elenco : Suraj Sharma, Irrfan Khan, Gérard Depardieu, Adil Hussain, Andrea Di Stefano, Rafe Spall.

Música : Mychael Danna

Criação Original :  Yann Martel

Fotos: reprodução


Cinema com Martin Freeman, Ian McKellen e Cate Blanchett

O Hobbit A Trilogia por Marcelo Proença

 

O primeiro filme, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (The Bobbit – An Unexpected Journey) estréia em dezembro de 2012. A segunda parte, O Hobbit – A Desolação de Smaug, tem estréia  marcada para dezembro de 2013 e o último, O Hobbit – Lá e de volta outra vez, chegará as telas em Julho de 2014.

Peter Jackson dirige a nova trilogia que se passa  antes da anterior O Senhor dos Anéis e evidencia o quanto ainda se tem para dizer sobre a obra do britânico J.R.R. Tolkien nos cinemas.

Os personagens reaparecem em uma história que acontece 60 anos antes do primeiro filme e traz Martin Freeman como jovem  Bilbo Bolseiro o Hobbit que é levado para uma aventura épica para recuperar o tesouro dos anões, que há muito tempo foi roubado por um dragão chamado Smaug .

A trilogia tem em sua essência a aventura por terras desconhecidas, seres fantásticos e a tenacidade heróica a qual somos todos capazes de exteriorizar criada e proposta por J.R.R. Tolkien que nesta trilogia foi re-escrita e dirigida  por Peter Jackson.

Ian McKellen  (Alfred the Great 1969, Zina 1985, O Cógido Da Vinci 2006) interpreta novamente  Galdalf,  o Cinzento, tem grande importância e oferece em sua interpretação consistência e tônus cênico para toda a trama. Um grande personagem e um grande ator.

Como Galadriel vemos a belíssima Cate Blanchett (Paradise Road 1997, Elizabeth 1998, The Aviator 2004, Babel 2006, The Curious Case of Benjamin Button 2008) mais uma vez surpreendente, com nuances profundas, olhares magnéticos e uma serenidade assustadora  que dá ao personagem  força e poder insuperáveis. Linda de se ver e ouvir.

Mais uma vez um filme para ver, se divertir e sobretudo deixar-se levar para mundos de incríveis  seres  em  um intenso processo criativo e deslumbrante.

Assista O Hobbit – Uma Jornada Inesperada –  Para ver o trabalho  de Peter Jackson e sua equipe com efeitos especiais exuberantes e a trilha do filme criada pelo compositor Howard Shore que traz uma paisagem sonora que emoldura a obra.

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (The Bobbit – An Unexpected Journey)

Nova Zelândia e EUA     2012   Aventura, Ficção       195 m

Estúdios : New Line Cinema, Metro-Golwyn-Mayer, Warner Bros Pictures

Direção   : Peter Jackson e Andy Serkis

Elenco : Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Graham Mc Tavish, Ken Stott, Andy Serkis, Christopher Lee, Benedict Cumberbatch, Hugo Weaving, James Nesbitt, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Ian Holm, Elijah Wood, Cate Blanchett.

Música : Howard Shore

Criação Original :  J.R.R. Tolkien

Fotos • reprodução


Cinema com Tom Hanks e Halle Berry

Cloud Atlas  por  Marcelo Proença

 

 

Voltamos aos irmãos Andy e Lana Wachowski de Matrix, nem parece que já se passaram 13 anos desde que fomos tomados por um estranho incômodo irresistível com a criação destes talentosos diretores.

Agora eles nos trazem em parceria com o Alemão Tom Tykwer o estravagante Cloud Atlas.

O filme é uma adaptação do romance de David Mitchel e mistura de forma inusitada filosofia,  relações cármicas, vidas passadas e teoria do caos,  bem interessante. Algo especial para descrever o filme é a fala de um dos personagens : “Nossas vidas e escolhas, cada encontro, sugere uma nova direção possível.  De cada crime ou ato generoso nosso, nasce o nosso futuro…”

No filme saltamos através de seis épocas diferentes que se complementam  em um trabalho belíssimo do mesmo elenco vivendo personagens diferentes, com uma produção transformando ocidentais em orientais, negros em caucasianos, gente em mutante, lindo trabalho.

No elenco temos Tom Hanks (Splash de 1984, Big 1988, Philadelphia 1993, Forrest Gump 1994), Halle Berry (B.A.P.S 1997, X-Men 2000/2003 e 2006), Hugh Grant (Notting Hill 1999), Susan Sarandon (Joe 1970, The Hunger 1983, The Client 1994, The Lovely Bones 2009), Zhou Xun (Old Grave 1991, Stolen Life 2005, True Legend 2010)  e Doona Bae.

Filme para ver e refletir acerca de si e dos outros.

Assista  Cloud Atlas    –  Para ver o trabalho de fotografia, composição e direção de arte que é um espetáculo inesquecível e surpreender-se novamente com os irmãos Wachowski que estarão novamente nos comentários de todos por mais um instigante trabalho que pode ser visto várias vezes e brincarmos de encontrar os detalhes que estão por toda parte.

Cloud Atlas – A Viagem

EUA     2012   Drama, Ficção Científica      171 m

Estúdios : Warner Bros Pictures

Direção   : Lana Wachowski, Tom Tykwer e Andy Wachowski

Elenco : Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw, James D´Arcy, Zhou Xun, Keith David, Susan Sarandon, Hugh Grant.

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Fotos: reprodução


Cinema com Bradley Cooper, Zoe Saldana e Olívia Wilde

As Palavras por Marcelo Proença

 

Não se pode falar de As Palavras sem observar de perto a interpretação de Bradley Cooper que esteve no suspense Limitless de 2011 e nas comédias Hangover I e II  (2009 e 2011). Nestes anteriores obteve interpretações interessantes mas em As Palavras ele realmente deixa os esteriótipos de ator bonitão para se aprofundar em um personagem mais complexo, sutil, e absolutamente verdadeiro.  Suas nuances deixam claro curvas dramáticas muito delicadas, com controle e uma intensidade contida  pouco vista em trabalhos anteriores. O filme tem outras interpretações fabulosas do americano  Dennis Quaid (Coração de Dragão 1996, Traffic 2000, Playing the Field 2012)  e inglês  Jeremy Irons (A Casa dos Espíritos 1993, A Maquina do Tempo 2002, Night Train at Lisbon 2012)  dois grandes atores. O primeiro tem um tom muito interessante,  se fazendo parecer com o personagem de Bladley Cooper com trejeitos e um andamento no falar que chama a atenção e Jeremy tem uma participação brilhante, dramática e com a força dos grandes atores.  Zoe Saldana linda e profunda dando genuidade e consistência para o casal que ela interpreta com Bradley.

A direção de Brian Klugman é potente e simpática nos presenteando com um filme bom para se ver e se emocionar.

O filme trata de forma muito contundente as questões sobre a autoria da obra de arte e literária, uma experiência instigante acerca da criação e moral no fazer artístico, nada moralista e com um roteiro que se  distancia dos desfechos mais óbvios. Também fala sobre o amadurecimento frente aos problemas que normalmente desejamos esquecer e o filme nos pede para vivê-los. Provocador.

Assista  As Palavras    –  Para ouvir a belíssima trilha do brasileiro Marcelo Zarvos pianista e compositor que tem diversos trabalhos para o cinema, teatro e televisão nos EUA. Para o filme ele construiu uma arquitetura sonora imponente e principalmente emotiva,  pontos fortes e recorrentes  de  suas composições.

As Palavras • The Words

EUA     2012   Drama      96 m

Estúdios : Imagem Filmes

Direção   : Brian Klugman, Lee Sternthal

Trilha : Marcelo Zarvos

Elenco : Bradley Cooper, Zoe Saldana, Olivia Wilde, Jeremy Irons, Dennis Quaid, Ben Barnes e  J.K. Simmons.

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Fotos: reprodução


Michelle Williams • clipe de sexta

Michelle Williams é a personagem e voz do clipe com ar retrô desta sexta!

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Cinema com Emma Watson, Logan Lerman e Ezra Miller

As Vantagens de ser Invisível por  Marcelo Proença

Observar  Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, depois de  10 anos embalando crianças e adolescentes  e vê-la  mostrar no novo filme As Vantagens de ser Invisível uma personagem com nuances tão complexas e diferentes (de forma  exemplar) já vale o filme todo.

O segundo trabalho do diretor Stephen Chbosky adaptado de seu próprio romance é sem dúvida um grande desafio para os adultos e um deleite para os mais jovens.  Uma experiência rica em conceito e cuidado nas escolhas por um mundo tolerante e amável. No fundo, me parece que nosso desejo é mesmo de sermos aceitos.

O filme trata principalmente da imposta “invisibilidade” daqueles garotos e garotas que por diversos motivos passam despercebidos ou a maior parte do tempo são ignorados por serem extravagantes, insossos, tímidos, excessivos, nerds, inseguros…

As atuações são muito bem conduzidas pelo diretor para acessarmos um universo gentil, pueril e repleto de uma vivacidade jovem no êxtase do desejo por viver.  Emma Watson encanta. Ezra Miller que também fez o intenso Precisamos falar sobre Kevin (2011)  traz uma verdade para o filme em um personagem bem difícil de manter com texturas cênicas muito interessantes. Logan Lerman de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010)  é hipnotizante com um olhar intenso, delicado, quase frágil e nisto está a grande força do personagem. O trio se equilibra, se completa e surge evidenciando amizades e relacionamentos jovens como o momento mais precioso na busca por você mesmo.

Um filme para ver, lembrar dos amigos e se emocionar.

Assista  As Vantagens de ser Invisível     –  Para ver no filme a “transcrição” sonora que o diretor imprime às cenas e jovens personagens com a alusão aos anos 80 misturando clássicos desta época como Pavement, L7, The Smiths, Sonic Youth até New Order tomando como ponto de partida para uma identificação ao filme a memória sensitiva que nos move e nos faz lembrar de momentos bons através de uma música ou cheiro.  Uma deliciosa experiência.

As Vantagens de ser Invisível
The Perkis of Being a Wallflower
EUA     2012   Drama      103m
Estúdios : Mr. Mudd / Summit Entertainment
Direção e roteiro  : Stephen Chbosky
Elenco : Logan Lerman, Emma Watson, Ezrta Miller, Nina Dobrev, Paul Rudd, Mae Whitman, Melanie Lynskey, Johnny Simmons, Erin Wilhelmi, Joan Cusack.


Veja também :  Looper com Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis  e  The Great Gatsby com Carey Mulligan.

 Fotos – reprodução


Cinema com Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis

Looper por  Marcelo Proença

 

Viagem no tempo será sempre um grande enredo e não é diferente para Looper de Rian Johnson que também filmou Brick (2005) e The Brothers Bloom (2009). Nestes dois, vemos uma assinatura insistente que amadurece em Looper oferecendo tônus criativo deste jovem diretor que escreveu  e dirigiu o filme.

Em Looper 2042 viagens no tempo são uma realidade, mas estão apenas disponíveis no mercado negro. Seu principal cliente é a máfia, que costuma trazer do futuro pessoas que desejam que sejam eliminadas. Os responsáveis por estes assassinatos são os loopers, organização da qual Joe (Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.

Ver Gordon e Willis juntos é, no mínimo, interessante considerando que o mais jovem está em incrível ascensão posicionando-se com um grande ator. E Willis dispensa apresentações, em plena forma artística,  parece que nunca perde a energia e vitalidade. Os dois estiveram em importantes filmes de ficção,  Gordon em Inception (2010) e Willis em Pulp Fiction (1994), Twelve Monkeys (1995) que também tratava de viagens no tempo, The Fifth Element (1997), Unbreakable (2000), Sin City (2005), Surrogates (2009).

Em Looper também temos Emily Blunt lindíssima e loira para o filme e oficialmente uma grande atriz que também filmou o encantador The Young Victoria (2009).

Assista  Looper     –  Para ver as interpretações de Joseph Gordon-Levitt que estudou os trejeitos de Bruce Willis quando jovem para criar sua interpretação neste filme que possivelmente estará entre as mais importantes do ano. A maquiagem em Gordon para que ele se pareça fisicamente com Willis ainda jovem e a música de Nathan Johnson que foge dos clichês para ficção e inventivamente envelopa  o universo de 2042.

Looper

EUA     2012   Ficção Científica/Açao    118m

Estúdios : Endgame Entertainment/Film District/ TriStar Pictures

Direção : Rian Johnson

Elenco : Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Paul Dano, Noah Segan, Piper Perabo, Jeff Daniels

Fotos – Reprodução


Cinema com Rachel Weisz

The Deep Blue Sea Por Marcelo Proença

The Deep Blue Sea é um filme dramático britânico dirigido por Terence Davies adaptação de uma peça em três atos de Terence Rattigan que estreou em Londres em 1952.  Em 1955 filme filmado por Anatole Litvak com Vivien Leigh (E o Vento Levou) e Kenneth More.

Terence Davies é conhecido por seus temas recorrentes de resistência (e as vezes física) emocional, a influência da memória na vida cotidiana e os efeitos potencialmente incapacitantes de religiosidade dogmática sobre a sociedade.  Em The Deep Blue Sea isto tudo é muito evidente e tratado com profundidade e arrojo. O filme tem uma composição simétrica, estrutura sinfônica e ritmo comedido, características da direção de Davies.

Estrelado por Rachel Weisz o filme é sobre a esposa de um juiz que se envolve em um caso com um ex-piloto. Suicídio, paixão e amor são misturados em exaustão e evidenciados nos olhares, delicadeza e supreendentes sutis gestos de Rachel que tem em sua interpretação a consistência de uma atriz que o texto necessita.  Alguém que realmente “esteve” no azul profundo do mar, melancólico e dramaticamente doloroso,  lindo.

Rachel Weisz também esteve em O Jardineiro Fiel (2005), A Fonte da Vida (2006),  Um Beijo Roubado (2007).

Cartaz de The Deep Blue Sea de  1955   com  Vivien Leigh.

 

Assista  The Deep Blue Sea    –  Para ver os anos 1950 londrinos  com sua plenitude arquitetônica e saborear a imagem da  janela no quarto da personagem de Rachel Weisz  com profunda conotação de liberdade, esperança e desejo. Uma experiência para o olhar, uma reflexão sobre o amor, suas convenções e nossa  profunda  capacidade do sentir.

The Deep Blue Sea

Reino Unido/ EUA     2011   Drama/Romance    138m

Estúdios : Film4, Camberwell, Fly Films

Direção : Terence Davies

Elenco : Rachel Weisz, Tom Hiddleston e Simon Russel Beale

Fotos – divulgação.